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Ilusões de futuro, pesadelos do presente

Instalação 1
Perto do rio, no Parque Vaz Monteiro, Alenquer, mostra-se a maquete de um icebergue cuja altura relembra as cheias de 1967. Ao lado, um bloco de gelo derrete.
Em vários monitores de vídeo corre informação sobre a complexidade de ameaças, problemas e desafios, decorrentes das alterações climáticas, com a qual a humanidade doravante se confrontará, a nível local e global.
Sinal de premonição face à inconveniente verdade da crise climática? Os pesadelos do presente foram originados por ilusões de futuro. A maquete de icebergue anuncia, no presente, uma eventual inexistência de futuro caso a humanidade mantenha os atuais padrões predatórios de consumo e exploração dos recursos naturais para sustentar irresponsáveis estilos de vida.
As sessões de narração de Ana Sofia Paiva, dedicadas ao tema, têm a duração de 30 minutos e falam/cantam o legado cultural português, repleto de lendas e contos que nos ensinam a importância da água na vida.

co-autoria de Carlos Augusto Ribeiro e José Barbieri

co-autoria de Carlos Augusto Ribeiro e José Barbieri

co-autoria de Carlos Augusto Ribeiro e José Barbieri; vídeos: Eva Ângelo, Rafael Del Rio

Os dados e algumas imagens deste vídeo têm como fonte estudos da ESA - Agência Espacial Europeia, disponibilizados em acesso aberto em https://www.esa.int

Memória das Águas

Instalação 2
No Lugar das Águas, devoluto palco de convívio assistido pelo murmúrio ininterrupto do rio, o lavadouro torna-se temporariamente o lugar de concentração e confluência de memórias silenciadas. Instalação em torno da relação de Alenquer com o rio.
Contrapartida de modernidade prometida em troca de um rio roubado, o lavadouro reúne as memórias individuais de histórias e vivências do lugar e do rio; as memórias de um rio inexistente, rio fantasma, recurso apropriado para ficções e imaginações, em contraste com a realidade material e sonora da água.
Imagem do tempo e da consciência, um rio imaginário que se constitui com todas estas memórias que passam e se transformam com a passagem do tempo.
As sessões de narração de António Fontinha, dedicadas ao tema, têm a duração de 30 minutos e falam do legado cultural português, repleto de lendas e contos que nos ensinam a importância da água na vida.

co-autoria de Carlos Augusto Ribeiro e José Barbieri

co-autoria de Carlos Augusto Ribeiro e José Barbieri

co-autoria de Carlos Augusto Ribeiro e José Barbieri; vídeos: Eva Ângelo, Rafael Del Rio

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