LU.GAR.CONTADO

 

 

Três performers constroem uma sessão narrativa baseada na tradição oral portuguesa que pode ser associada aos temas e narrativas locais.

Cada narrador propõe uma nova criação baseada na experiência e informações recolhidas nos lugares de Alenquer. Esta não é a primeira vez que a Memória Imaterial leva a narração oral a uma freguesia de Alenquer. Já foram organizados dois festivais de narração oral CONTEMFESTA em Pereiro de Palhacana, com os moradores abrindo as adegas para receber público e narradores com excelente resultado. Mas o concelho é extremamente variado no tecido social, cultural e paisagístico pelo que a presente iniciativa é um teste que organizaremos e seguiremos com extremo interesse. Cada sessão é organizada numa roda de cumplicidades entre três narradores que se conhecem e colaboram há longo tempo.

A roda de contos terá sessões nas freguesias rurais do concelho. 

As sessões de narração oral reconduzem o acto teatral para um despojamento cénico deliberado. São os corpos em gestos, olhares, silêncios e o poder da palavra a tecer teias imaginárias. Os novos narradores prosseguem carreiras autónomas e contínuas mas organizam-se em cooperativas e associações, que servem sobretudo para defender o seu modo de vida, estabelecendo tabelas de cachets e prestando informações mútuas. No seio destas associações também se moldam estilos e éticas de performance. A Ouvir e Contar, associação de contadores de histórias é talvez a mais marcante destas associações, fundada por António Fontinha, o primeiro dos novos mestres narradores, junta os atores mais referenciados deste género teatral em Portugal. Com eles percorreremos o concelho.

 

Em breve: informações sobre a digressão de 2019