LU.GAR.PAISAGEM

PINTURA E MULTIMÉDIA

04 de maio a 30 de junho

 

Biblioteca Municipal de Alenquer

 

segunda-feira a sexta-feira 10.00h às 18.00h

 

A entrada é livre


Em breve poderá inscrever pessoas e grupos para visitas guiadas e oficinas  aqui:

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO

 

contactos: 961502105 Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

Instalação que reúne pintura paisagista de Alenquer* com trabalhos multimédia - fotografia panorâmica, vídeo, som - sobre os lugares retratados.

 

A exposição é uma reflexão sobre a pintura paisagista, construída a partir de entrevistas vídeo aos pintores João Mário, António Guapo, Júlio Carmo Santos, Teresa Lopes e Mário Casimiro, intérpretes privilegiados do “espírito do lugar”,  que nos explicam os processos e motivações da sua arte complementadas com intervenções sonoras, visuais e textuais de Carlos Augusto Ribeiro, José Barbieri e Rafael Del Rio.


Uma oportunidade para reler Alenquer e os seus lugares através do olhar dos seus artistas.


LU.GAR propõe mapear territórios culturais em contextos urbanos. Sobre esse mapa inscrevemos novas narrativas que reinterpretam as memórias do lugar e criam novas vivências utilizando discursos e percursos artísticos. Enquanto projeto experimental, exemplificativo e replicável escolhemos a malha urbana de Alenquer para iniciar este programa com atividades de formação e criação que estimulam a participação e qualificação da comunidade e do público, contribuindo para corrigir assimetrias de acesso à produção e fruição cultural.

 

"A relação entre a natureza e a arte tem sido intensa ao longo da história da arte, mais antiga ou mais recente. A natureza foi assumida como modelo imitativo e/ou conceptual pela arte. Com frequência, a arte é definida pela sua relação à natureza. Em sentido lato, a arte designaria todos os modos da praxis que, aliada ao saber, produz o artificial

para instaurar uma ordem humana. O domínio sobre a natureza para a vergar ao engenho humano terá apoiado a concepção da arte, desde a Renascença, alicerçada numa filosofia da representação a qual, colocando o sujeito em oposição ao objecto, escora, também, a filosofia do imperialismo técnico. Na Modernidade, a natureza é concebida como real bruto, dado a ser dominado. A teoria da arte que entende a arte como imitação da natureza (designando o universo e o ser vivo) não altera os dados do problema: imitação tem origem numa vontade de conhecer a natureza e, por consequência, de a dominar. E, outrora, a natureza constituiu um tema privilegiado da arte, facto atestado por inúmeras representações sob as categorias de composição floral, natureza-morta ou paisagem. (...) A consequência da expansão das artes é a instituição de um campo alargado das artes plásticas do qual releva a dissolução da oposição moderna entre cultura popular e cultura erudita, entre produto e obra de arte, entre cultura e arte. O mundo interconectado (...) propicia a realidade das trocas, circulação e mistura de culturas."

Carlos Augusto Ribeiro, IELT-FCSH NOVA, 2011


*pinturas em reprodução digital impressa