Memoria Imaterial CRL
Instituto de Estudos de Literatura e Tradição - patrimónios, artes e culturas

M E M O R I A M E D I A

e-Museu do Património Cultural Imaterial

O tesouro

nome:
Delfina Cunha
ano nascimento:
1938
freguesia: Santo Quintino (Localidade - Fetais)
concelho:
Sobral de Monte Agraço
distrito:
Lisboa
data de recolha: 2013
 
 

Dados de inventário
  • O tesouro
  • Sobral de Monte Agraço

    "O tesouro"- O tesouro que os soldados franceses enterraram em Fetais e que até hoje ainda ninguém conseguiu descobrir.

    Delfina Cunha, Ano de nascimento 1938, Fetais, Sobral de Monte Agraço.

Transcrição
  • O tesouro

     

    Os franceses pilharam o que puderam. E então, quando chegaram a Fetais, ao pinhal, tinham um coiro de boi cheio de ouro, moedas de ouro – ouro, ouro que as pessoas usavam! Moedas de ouro, moedas de prata, coisas que eles roubavam nas igrejas… E então esse couro de boi estava atado e fizeram um buraco no pinhal e enterraram esse couro de boi, na ideia de depois, quando acabasse a invasão, ou que eles ganhassem as invasões, que eles conquistassem Portugal, ou que eles pudessem um dia reaver o tesouro, pregaram dois pregos – ou três ou quatro ou cinco ou seis, não sei quantos foi, o meu avô contava que era dois – no pinheiro aonde estava enterrado o tesouro.

    Ora, isto foi em 1810. O senhor, dono do pinhal, que era o senhor José Martinho, vendia pinheiros às pessoas que vinham para comprar pinheiros. Um ia comprar um pinheiro ali, outro ia comprar um pinheiro acolá… Mesmo que eles cortassem o pinheiro, que cortassem os pregos, eles nunca tinham a noção exacta de onde aquele pinheiro tinha sido cortado! E depois, nessa época, depois dos franceses irem embora, acho que andou muita gente no pinhal à procura do tesouro, a cavar, a cavar, a cavar. Se fosse hoje, que já há detectores de metais, seria mais possível eles encontrarem o tesouro!

    Depois há outra versão sobre o tesouro que o tesouro estava enterrado entre o Pinhal de Fetais e o Moinho da Formiga. Isso já vai aquase um quilómetro de lonjura. Tinham que escavar caminhos e terras e o diabo a catorze para encontrar o tesouro! E até hoje o tesouro está e ninguém sabe aonde.

Caracterização
Identificação
  • O tesouro
  • Delfina Cunha
  • 1938
  • Trabalhadora agrícola
Contexto de produção
Contexto territorial
  • Fetais, casa da Delfina Cunha
Contexto temporal
Manifestações associadas
Contexto de transmissão
  • Estado de transmissão
    • activa
  • Em eventos culturais, excursões e actividades organizadas pela junta de freguesia ou município de Sobral de Monte Agraço

Equipa responsável
  • Filomena Sousa
  • José Barbieri
  • Ana Sofia Paiva
Arquivo
  • 60/47:34 - 49:49
  • 1/Sobral de Monte Agraço 2012/Sobral de Monte Agraço

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