Memoria Imaterial CRL
Instituto de Estudos de Literatura e Tradição - patrimónios, artes e culturas

M E M O R I A M E D I A

e-Museu do Património Cultural Imaterial

Fabrico do Coração de Filigrana

Ficha Técnica:
Realização: Carlos Eduardo Viana
Produção executiva: Rui Ramos
Direção financeira: António Passos
Câmara: Nuno Cristino Ribeiro
Som direto: André Cardoso
Montagem: António Soares

(2012)
"Registo do processo de fabrico do coração de filigrana, uma peça do ouro popular português.
Oficina António Martins de Castro & Filhos, Lda; Jovim, Gondomar.
Coração realizado em filigrana de integração. O esqueleto inicial é preenchido por motivos em filigrana. Por vezes, estas peças apresentam decorações sobrepostas a esta última, como pequenas flores colocadas ao centro. Estas decorações podem, ainda, ser esmaltadas. Estes ornatos foram muito usados no Minho e Douro, tendo sido amplamente apresentados em fotografias e postais representando mulheres dessas zonas através do século XX.
A simbologia do coração, dentro da ourivesaria popular, alterou-se com o tempo. Inicialmente, no século XIX, seria conotado com o amor divino pela sua ligação ao culto do Sagrado Coração de Jesus e ao Sagrado Coração de Maria. Posteriormente, foi relacionado com o amor profano, simbolizando a ligação entre um homem e uma mulher. Nesse sentido, refere Luís Chaves que "o coração da ourivesaria portuguesa contém um misto complicado de jóia, que o é materialmente, de símbolo de amor e de amuleto fixativo do mesmo sentimento.

Rosa Maria dos Santos Mota, 2001, Glossário do Uso do Ouro no Norte de Portugal, Universidade Católica Editora, Porto."

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