Memoria Imaterial CRL
Instituto de Estudos de Literatura e Tradição - patrimónios, artes e culturas

M E M O R I A M E D I A

e-Museu do Património Cultural Imaterial

Fabrico do Colar de Contas Torcidas

Ficha Técnica:
Realização: Carlos Eduardo Viana
Produção executiva: Rui Ramos
Direção financeira: António Passos
Câmara: Nuno Cristino Ribeiro
Som: Alexandre Martins
Montagem: António Soares

(2012)
"Registo do processo de fabrico do colar de contas torcidas, uma peça do ouro popular português.
Oficina Irmãos Rodrigues; Travassos, Póvoa de Lanhoso.
Há vários tipos de contas que podemos sistematizar em três, com as possíveis variantes: contas de Viana ou em olho de perdiz, esféricas e decoradas com aplicações de filigrana; contas de pipo em forma de bola de rugby com estrias longitudinais, do topo para o centro e com um fio de filigrana no respectivo equador.

Alberto A. Abreu, 2007, Ouro Tradicional de Viana do Castelo, Da Pré-História à Actualidade, Câmara Municipal de Viana do Castelo e Museu Nacional de Arqueologuia.
O colar de contas era adquirido pela mulher de Viana, antes mesmo do muito desejado cordão, e muitas vezes comprado conta a conta, à custa das poucas economias dessas jovens, geralmente provenientes da venda duma dúzia de ovos ou dum frango vendido na vila ou cidade.
Não havia um número fixo de contas para se considerar o colar completo, normalmente ia até pouco mais do pescoço e nunca, como agora, de volta inteira. As contas eram enfiadas em fio de algodão tecido artesanalmente, normalmente amarelo, vermelho, azul ou verde e rematado por um "pompom" (...). O colar de contas era sempre usado com uma "pendureza", "penduricalho", normalmente uma borboleta, uma cruz raiada com resplendor de filigrana, uma Senhora da Conceição, uma cruz barroca ou uma guarnição com libra.
Amadeu Costa e Manuel Freitas, 2011, Ourar e Trajar."

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