Memoria Imaterial CRL
Instituto de Estudos de Literatura e Tradição - patrimónios, artes e culturas

M E M O R I A M E D I A

e-Museu do Património Cultural Imaterial

Momentos marcantes

  • Nome: João Carlos Carvalho Castro (Capitão Cabecinha)

  • Ano de nascimento: 1944

  • Residência: Portalegre (freguesia da Sé)

  • Actividade profissional: Reformado (militar)

  • Função na Sociedade Musical Euterpe: Ex-director

  • Entrevista: 2010/2/6 Portalegre Sede da Sociedade Musical

"A ida à televisão. Portanto, foi um marco importantíssimo. E depois aparecermos na televisão, a banda num programa completo, um serão – eu, por acaso, até tenho gravado esse vídeo, se quiserem eu até posso emprestar.

Foi isso, foi encontros de bandas, por exemplo, a banda ir à Madeira, à ilha da Madeira uma semana. Está claro que isto é importantíssimo na vida de uma banda: proporcionar aos seus músicos, aos seus elementos, uma ida tão longe. Muitas pessoas que foi a primeira vez que viajaram de avião, por exemplo.

Os encontros de bandas organizados por nós, depois com a contrapartida de irmos actuar na sede das bandas que tínhamos convidado quando o encontro era cá em Portalegre. Essas bandas depois retribuíam-nos esse convite com encontros nas sedes deles. Houve um muito marcante de uma banda Euterpe também, que é a Banda Euterpe Alhandrense, que estiveram cá (nem foi só uma vez, já estiveram mais que uma vez) e depois fomos lá também a Alhandra. Isso foi um espectáculo!

Todos os anos, e já há bastantes anos a esta parte e mantém-se essa tradição, essa actuação que é numa festa que há aqui em Espanha, em Valência de Alcântara, que é a Nossa Senhora dos Remédios em que sempre foi lá a Banda Euterpe. Faz parte do programa. E vai muita gente daqui lá, aquilo é um dia e depois tem uma procissão nocturna. O andor é de tal maneira pesado que a deslocação do andor, pelas pessoas que levam esse andor em ombros, é ao compasso da música. De maneira que a Banda Euterpe sempre foi a banda a actuar, não só em concerto lá na festa, mas depois também na procissão. Na arruada e na procissão porque sempre teve o crédito daquela gente de que era a banda indicada para marcar o compasso necessário, porque aquilo é de tal maneira pesado [que] as pessoas que levam o andor têm que coordenar os passos que dão com a música que está a tocar, porque senão aquilo era um descalabro e um desastre, não é? Caía o andor em cima daquela pessoal todo que carrega com ele. De maneira que isso também é uma das festas que marca muito também a banda e que subsiste já há muitos anos."

 


 

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