Os condes de Boavista
(…) Aqui os Condes da Boavista... Era um homem pequenino (...) e era o que mandava nas forças da região. (…) Havia um quartel (…) este quartel que é onde é agora aquela pousada (…) [de] São Francisco - era um quartel regional - e era o do castelo, que era outro quartel. Ali (…) os militares guerreavam uns com os outros e eles vinham pra(1) fazer guerra. (…) Vinham os do castelo pra cá e iam estes par’(2) lá...Pronto… Assim [une as mãos - juntavam-se].
E (…) o moço (…) viu e disse assim:
- Alto! Na’(3) me importo que vocês façam guerra. (…) Mas... Eu sou um homem pequeno, mas soi ... Na’ sei o que é que vocês fazem antes ou depois…
Apartaram-se e não fizeram já guerra, por causa qu’ele(4) pediu. (…)
Idalina Cacito, Beja, Abril de 2010
Glossário:
(1) Pra –“para” (redução da preposição “para”, sua forma sincopada,usadano registo popular, informal - reprodução da pronúncia).
(2) Par’ -para (abreviatura oral, de uso informal e coloquial).
(3) Na’ – “não” (pronuncia popular, uso coloquial).
(4) Qu’ele - que ele (pronúncia popular).
Referências bibliográficas e recursos online utilizados no glossário:http://alfclul.clul.ul.pt/clulsite/DRA/resources/DRA.pdf; http://aulete.uol.com.br; http://ciberduvidas.sapo.pt; http://www.infopedia.pt; http://www.priberam.pt;