A reforma
Brincam crianças na rua
Correndo, jogando, saltando
E os homens na taberna a discutir
Entre uma vasa, um copo e um cigarro
E a charada para divertir
Cá fora, um velho
Com anzol e aparelho
Que lhe serve de distracção
E o ajuda a ganhar o pão
Porque a reforma, essa
De tão pouca dimensão
Vem muitas vezes depois das tábuas do caixão
Tu, criança que estudas, corres, jogas e saltas
Não fiques por aí parado
Cresce a aprende para banires essas faltas
Que os homens ainda hoje têm calado