A cidade e a aldeia
Vem uma rapariga toda cheia de ouro ou de brilhantes… Pronto, é a Cidade. E a outra, a Aldeia: pronto, leva umas ervinhas, ou leva umas florzinhas ou umas couvinhas assim na mão. E a outra diz:
- Quem és tu assim tão simples?
- Mas quem és tu afinal?
- Eu sou a nobreza da Cidade!
- E eu sou a Aldeia de Portugal.
E a outra rica dizia assim:
- Tenho lindas pedrarias
E joias de mil valores!
- Eu também tenho a maior riqueza
Das minhas lindas flores!
Diz a rica:
- Todos que passam por mim
Todos param no caminho!
- E todos que me gostam de ver
Perfumada a rosmaninho!
- Sou mais rica do que tu
Que nada tens afinal. -a rica.
- Mas tenho dentro do meu peito
A Aldeia de Portugal.