O dia dos compadres
Quando era pela altura da Páscoa, faziam umas rifas (que era para saber quem era o compadre, quem é que calhava.) Um tanto de rapazes, um tanto de raparigas. A gente tirava a rifa [e] via quem era o nosso compadre. O nosso compadre dava um pacote de amêndoas à gente, quando era pela Páscoa. E a gente depois dava… Ou dava um par de peúgos ou dava um lenço a ele, de assoar. E era isto assim sempre pela Páscoa, sempre, sempre, sempre, sempre. Não era nada de pretendentes de namoro! Faziam aquilo: com o que calhasse, é que calhava. Não era nada de pretendentes de namoro.