O lobisomem
O lobisomem, quando ia para o fadário dele, despia-se, não era? Despia-se. E depois espojavam-se, faziam aquele espoger como fosse um burro. Faziam-se burro. Depois quem sabia que ele que ia – tinha aqueles dias marcados – quem sabia que ele ia para o fadário deles, se tivesse tempo, tirava-lhe a roupa de repente, depressa, que era para ver se eles perdiam o fadário. Mas se ele viesse de repente e visse a pessoa estar a mexer na roupa, matava aquela pessoa. Ele matava aquela pessoa.
Alice Correia Amorim,2010, Matacães,Torres Vedras