MEMORIAMEDIA

e-Museu do Património Cultural Imaterial e Memória

Fundo MEMORIAMEDIA

Inventário PCI
Alumiar as almas

Ritual pascal

Ritual para a Semana Santa (alumiar às Almas)

Transcrição

- "Era quando era do interlúdio para a Páscoa."

- "Da Morte do Senhor?"

- "Sim."

- "Saia ao portão e encostava-se a uma parede, a um muro..."

- "E gritava."

- "E gritava. E depois vinha o Ernesto, o João e outros e tiravam-lhe o barrete."

- "E fugiam com o barrete."

- "Mas era a cabeça deles, que eram burros, não se devia fazer isso."

- "Mas era qualquer dia ou era na Quarta-feira Santa?"

- "Não, era todos os dias!"

- "Todos os dias fazia isso."

- "Tirava aquela altura..."

- "É como o toque de reza?"

- "Ao Carnaval?"

- "Sim! E depois era até à Páscoa."

(...?)

- "Alumiar as almas."

- "Mas dizia:

«Alerta, alerta! Que a morte é certa!

Hoje em figura, amanhã na sepultura!».

Era o que ele ia lá para a parede.

- "Alerta, alerta! Que a morte é certa!

Hoje em figura e amanhã na sepultura!"

- "E três Avé Marias!"

 

"Alerta, alerta! Que a morte é certa!

Quem é rico e tem dinheiro,

Faço-lhe o ofício inteiro!

Quem é pobre e é velhaco,

Atira-se para o buraco!" [Risos]

 

- "Como dantes o toque da reza - que agora falei nele, acabou - mas ia todos os dias ao escurecer um homem tocar o sino, para a gente rezar em casa."

- "Em (...?) ainda toca."

- "Ainda toca?"

- "Toca."

- "Aqui nunca mais."

- "Eu estou lá à minha porta e ouço."

 

 

 

 

 

 

Caraterização
Identificação
Tradições e expressões orais
Maria da Conceição Costa, Joaquim Simão, Marlene Castro
Contexto de produção
Contexto territorial
Rubiães
Rubiães
Paredes de Coura
Viana do castelo
Contexto temporal
2022
Património associado
Contexto de transmissão
Equipa
Laura del Rio, Paulo Correia
José Barbieri
Filomena Sousa, José Barbieri

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