- "Havia um nosso tio, da parte da minha cunhada, que diz que lhe deram um tiro e que ficara sem fala não sei quantos dias. O tio Artur. Diz que ia para namorar com uma rapariga.
Era do lado da minha cunhada, portanto do lado meu marido, mas eu ouvia o meu avô contar isso. Dizia que ele ia namorar. Portanto os nossos avôs, o avô do meu marido e da minha cunhada, ela também se deve lembrar disso.
Diz que eles eram dali de cima e tinham brandas e inverneiras. Então ele diz que ia daqui para a branda e que ia por um monte, claro, e que lhe saiu o lobo. E ele que lhe deu um tiro, mas não o matou. Então diziam que quando davam o tiro e não o matavam que era pior. E o lobo diz que veio atrás dele... agora é que já não me lembro bem, se ele vinha de lá para cá, se ia daqui para lá. E que quando chegou e que se meteu à cama, que esteve não sei quantos dias sem falar com o medo que ele apanhara ao lobo."