São várias as histórias/lendas que tentam explicar a origem destes bolos que são conhecidos por serem milagrosos devido aos seus efeitos curativos. É possível, contudo, identificar quatro diferentes gerações que confecionaram os bolinhos no contexto em que ainda são confecionados – Beatriz Carvalho (atualmente), Ângela Fanico, Eulália Fróis e o sacristão “Mestre” Miguel.
Vários são os testemunhos que referem o sacristão Miguel como a primeira pessoa a promover os bolos vendendo-os numa cesta pequena junto à igreja no Domingo, por altura da festa.
As versões das histórias/lendas mais contadas sobre a origem dos bolinhos são as seguintes:
“Havia uma senhora que estava a amassar pão no alguidar e era cega. Quando a procissão passou ela foi para a rua e pediu a S. Sebastião que a curasse. A senhora começou a ver. Com a massa com que ia fazer o pão fez também bolinhos e distribui pelas pessoas.”
A segunda história remonta à altura do Conde de Barbacena (título instituído por decreto do rei João VI de Portugal em 1816) e a uma epidemia que alguns referem de sarampo e outros de varíola.
“Houve um ano em que as crianças de Barbacena estavam todas com sarampo. O Conde de Barbacena disse para a cozinheira:
- Fazei uns bolinhos pequeninos para a miudagem.
Distribuíram os bolinhos e as crianças melhoraram. Como a distribuição foi feita no dia de S. Sebastião os bolos ficaram com o nome do santo.”
Os bolinhos de S. Sebastião também são conhecidos por bolinhos das bexigas. Ainda hoje comem-se os bolos porque são considerados milagrosos com efeitos curativos, protegendo contra as ditas “bexigas”. Segundo o ditado “Quem comer bolos de São Sebastião gozará de boa saúde o resto do ano”.
Conta-se ainda que, porque S. Sebastião era um soldado, durante o guerra colonial as raparigas solteiras e as mães dos soldados enviavam num envelope, para os respetivos namorados e filhos, um bolinho de S. Sebastião.