Inventário PCI

Cortar a Peja

Relato sobre tradição para a criança começar a andar.

Práticas tradicionais de cura

Transcrição

- "E tem aquela de cortar a peja, quando a criança não andava."

- "Mas essa não a sabia ..."

- "Mas havia quem levasse ao carpinteiro."

- "Punha-se uma corda presa nas pernas [em] cruz e o padrinho levava no colo e chegava lá a um senhor que cortasse madeira e dizia-lhe assim: «Solte, que ele está preso.». E não lhe dizia mais nada. Ele cortava-lhe a corda, que (...) depois dali a uns dias já andava, o menino.  Se viam que para aí aos 12 meses, 13, não andava, levava-se. O padrinho tratava de fazer isso. Não podia dizer nada a ninguém. Ele próprio lhe atava a corda em cruz e ia indo ao senhor para lhe cortar a peja."

- "Ia ao carpinteiro."

- "«Corte, que ele está preso.».

- " Tinha que cortar com aquilo que tivesse na mão. Se tinha a machada cortava com a machada, se tinha um formão cortava com um formão. O que tivesse na mão."

- "Eu vi a cortar uma vez. O Avelino da Caturna eu vi a cortar a peja. Não sei quem era a criança, mas eu vi-o a ele a cortar. É [com] o que se põe às burras para não [fugirem], prendem-se-lhe as pernas."

- "Apeado. (...) Quando os animais correm muito, que os donos não os aguentam, põem tipo uma corda nas pernas. Nós dizemos que aquilo é apeado. Uma corda à frente e outra atrás para ir mais devagar."

Caraterização

Identificação

Tradições e expressões orais
Armando Domingos, Maria Barreiros, Maria das Dores, Maria Glória (Lola)

Contexto de produção

Contexto territorial

Ribas de Mouro
Ribas de Mouro
Monção
Viana do castelo

Contexto temporal

2022

Património associado

Contexto de transmissão

Estado da transmissão
Descrição da transmissão
Agentes de tramissão
Idioma

Equipa

Transcrição
Laura del Rio, Paulo Correia
Registo vídeo / audio
José Barbieri
Entrevista
Filomena Sousa, José Barbieri
Inventário PCI - Memoria Imaterial CRL