Rua abaixo, rua acima
E rua abaixo, rua acima,
sempre com o chapéu,
namorando as casadas
que as solteiras minhas são.
E rua abaixo, rua acima
toda a gente me quer bem.
Só a mãe do meu amor
não sei que raiva me tem.
Às noites, quando chovia,
na rua fazia lama.
Se eu fosse rato dormia
em baixo da tua cama.
E detrás daquela janela
há uma lebre deitada.
Ó janela quem te abrira,
ó lebre quem te agarrara.
Alcino Teles do Fundo, Vimioso, Outubro de 2010