O PINTAR E CANTAR DOS REIS EM CABANAS DE TORRES*
*Resumo - ver versão completa, anotada e com fotografias no PDF abaixo em "Documentação" (páginas 82-87).
Em Cabanas de Torres o Pintar e Cantar dos Reis de outras épocas era diferente do que se pratica hoje nesta e noutras povoações. Cantava-se principalmente à porta das tabernas, ao desafio, e as pinturas eram feitas a pedido, pagas pelas casas comerciais.
Durante perto de 15 anos não se pintou nem cantou os Reis em Cabanas de Torres e por isso o Grupo Folclórico de Cabanas de Torres reativou a tradição, altura em que as mulheres começaram a participar na celebração.
Na noite de 5 para 6 de janeiro o grupo inicia o percurso pelas 21 horas no Largo da Faia, junto ao presépio. São cerca de 20 elementos, entre eles os pintores, o apontador e o coro. As pinturas dos Reis em Cabanas de Torres têm sofrido alterações: os desenhos sobre as atividades comerciais tornaram-se raros, reduziu-se o tamanho da sigla BRM (Bons Reis Magos) e ano da celebração que passaram a ser pintados com molde, em stencil e com spray. Em alguns Largos, pinta-se um vaso florido.
O apontador fica à frente do coro, ligeiramente afastado e lança dísticos que o coro repete. Ao todo são 32 versos sobre a viagem dos Três Reis, mais 2 versos só apontados referentes aos desejos de Boas Festas e outros 2 versos petitórios só cantados pelo coro.
Em Cabanas de Torres chegou-se a fazer o peditório dos Reis cuja receita servia para organizar um almoço para os reiseiros. Atualmente não realizam nem o peditório, nem o almoço.