O PINTAR E CANTAR DOS REIS EM OLHALVO*
*Resumo - ver versão completa, anotada e com fotografias no PDF abaixo em "Documentação" (páginas 64-72).
Há cerca de 15 anos o Cantar dos Reis em Olhalvo teve um interregno, o grupo mais antigo deixou de pintar e cantar e foi nessa altura que o Rancho Folclórico Etnográfico da Sociedade Filarmónica Olhalvense resolveu agarrar a tradição.
Foi também a partir da organização do Rancho que as mulheres começaram a participar como pintoras. O grupo junta-se na sede da Sociedade Filarmónica Olhalvense e é aí que os cantores fazem um ensaio de alguns minutos. As mulheres e homens pintores juntam-se usualmente em 4 ou 5 grupos de dois, pegam nas tintas de água - um na tinta azul, outro na tinta vermelha - e saem para começar o percurso das pinturas.
O grupo do Olhalvo canta em locais estratégicos, para várias casas. O apontador e o coro cantam formando uma roda, o apontador canta versos diferentes dos cantados pelo coro. Começam pelas 22h no Casal Perdigoto, fazem a Rua da Fonte Nova, cantam em Olhalvo, vão à Baixa e terminam novamente no Largo da Sociedade Filarmónica, pelas 3 ou 4 horas da madrugada.
Os desenhos alusivos às atividades dos habitantes e o vaso ou coração florido com as 5 pintas (as 5 quinas) - para casais com filhos de ambos os sexos ou sem filhos, são as pinturas mais recorrentes.
Fazem o Peditório dos Reis para angariar fundos para as despesas do Rancho e, em certos anos, para organizarem um almoço. A convite do Padre, nos últimos anos têm ido cantar à missa de domingo realizada a seguir ao Dia dos Reis em Olhalvo.