Memoria Imaterial CRL
Instituto de Estudos de Literatura e Tradição - patrimónios, artes e culturas

M E M O R I A M E D I A

e-Museu do Património Cultural Imaterial

Integração Social

  • Maria Fernanda Serineu Bacalhau

  • Nascimento: 1961

  • Residência: Reside na Freguesia da Sé – Portalegre

  • Actividade profissional: Funcionária Administrativa.

  • Função no GFCB: Comissão Técnica, cantata e apresentações.

  • Entrevista: 2010/2/8_ Portalegre_Sede do GFCB

"A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens têm representantes do movimento associativo e por aí o grupo é parceiro, sem protocolo estabelecido mas é parceiro. Sempre que há necessidade de qualquer intervenção é chamado, pronto e há sempre um trabalho conjunto, a par. Temos aqui meninos, neste momento temos alguns, de famílias muito carenciadas e, pronto, eles estarem aqui, por vezes é… Enquanto cá estão é o tempo que estão aqui, sabe-se onde eles estão e que estão em actividades interessantes e quando saem connosco estão controlados. É um bocado isso, mas claro que isto precisa de haver uma interacção não apenas do grupo, mas depois de todo o resto. Mas temos algum caso…

Lembro-me também que quando viemos para o grupo, o grupo era constituído por duas ou três famílias fortemente carenciadas e por meninos do Internato. Hoje está completamente alterada a composição. Continuamos a ter famílias carenciadas, não temos os núcleos familiares tão fortes, tão pesados. Nós chegámos a ter aqui oito pessoas da mesma família, hoje não – dois, três, quatro no máximo. Três irmãos, dois irmãos, três irmãos, nada mais que isso. Mas tivemos uma altura que era assim.

A transformação depois que aconteceu, até ao nível do ensino, quando as escolas começaram a trabalhar as tradições, na chamada área-escola, e quando os alunos eram estimulados a fazer trabalhos sobre as tradições chegavam aos centros documentais das escolas e não tinham informação. Iam à biblioteca municipal e a informação não existia e a forma que tinham era de vir à sede do grupo e pedir informação e aqui levavam – faziam os trabalhos e encontravam a documentação que precisavam. E a par disso eram convidados: – então agora venham aprender uma dança! Para demonstrar com os vossos amigos! – E assim ficavam. Tivemos aí uma componente que hoje é professora de Educação Visual e Tecnológica, que está na zona da Costa da Caparica, trabalha, penso, que em Lisboa e ela, num mês e meio, aprendeu as danças todas. Porque veio fazer um trabalho com um colega e gostou tanto que vinha diariamente – saía da escola, vinha à sede e combinava com um colega que já sabia dançar (que já cá estava) e ela durante um mês e meio aprendeu as danças todas porque queria estar no grupo e saber tudo o que tinha que saber. Muito interessante. E, portanto, essa faceta também nos trouxe a maior garantia de continuidade dos mais novos no grupo, porque continuamos a ser solicitados para consulta, para fazer trabalhos. Agora de há meia dúzia de anos para cá, uns oito, dez anos para cá, mais até pelo Ensino Superior, mas continuamos a ter solicitações desde o primeiro ciclo até ao Ensino Superior. É extremamente interessante porque depois, por aí, vêm novos componentes."

 

 

 


 

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