MEMORIAMEDIA

e-Museu do Património Cultural Imaterial e Memória

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Expressões Orais

Contos, cantos, lendas, adivinhas, provérbios e outras expressões orais, incluindo a língua como vector do património cultural imaterial.
Conteúdos organizados por concelho/informante.

 

 

 
nome:
Manuel Joaquim Frades Carvalhal (poeta Silvais)
nascimento:
 1948
freguesia:  
concelho:
Évora                           
distrito:
Évora
registo: 2024
 
 
 

Inventário PCI
O Mestre João Crespo

Manuel Carvalhal (Poeta Silvais), conta um pouco do seu percurso poético e fala de um dos mestres que o guiaram na sua evolução: João Crespo.

Registo no âmbito do curso "Registo de Património cultural imaterial" com a participação dos formandos. Turma de 15 e 16 de abril 2024, Évora.

Evento promovido pela Câmara Municipal de Évora.

Transcrição

Poeta Silvais - O Mestre João Crespo

Assim a escrever e ficar no papel e começar a guardar, foi nos anos [19]82, 3 por aí. Olhe, quando era um marinheiro, em 69 estava em Vila Franca e fiz ao pessoal da minha especialidade, com nomes deles e a terra deles, uma quadra a cada um. Eram 20 e não sei quantas quadras ou 30 ou sei lá! Olhe, e hoje eu gostava de ter isso.

 Um dos grandes amigos que tive e que me ensinou muito foi João Valério Crespo. Telefonava-lhe sempre e perguntava-lhe… a ver como é que estava a obra… E o Tio Crespo dizia muita vez: “isso não está bom, falta aí uma coisa”. Diga então o que é, Tio João.

”Olhe isso está bonito mas você tem que decorar isso para dizer isso de cor, que isso dito de cor tem outro valor”. E eu olhe, decorei algumas das que sei derivado da ele e hoje digo {que] ainda me faz falta para teimar comigo para me dar umas verdascadas (…).

É como os analfabetos dizerem “Se eu soubesse ler a escrever isto era de outra maneira”. Então faziam como a gente! Escreviam um e já não precisavam de decorar, não é verdade? Eu acho que era. Mas eles não pensam… Que eram maiores…. Eram iguais. E eu às vezes ainda digo de outra maneira, já não sou muito esperto, mas se me puserem a decorar tudo ainda mais parvo fico.

Aprendia-se assim que as pessoas dantes não havia televisões, não havia nada. Era de roda do lume molhados e enquanto enxugavam, iam cantando uns para os outros e... E do tempo de bailes de gaita de beiços e dessas coisas. Eu era gaiato e já fiz 75 anos, já sei contar algumas coisas.

Caraterização
Identificação
Tradições e expressões orais
1948
Manuel Joaquim Frades Carvalhal
Contexto de produção
Contexto territorial
Évora
Évora
Évora
Portugal
Contexto temporal
2024
Património associado
Contexto de transmissão
Equipa
José Barbieri
José Barbieri, formandos
Filomena Sousa

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