Paz em vez de guerra
«O mundo devia ser
um paraíso sagrado
onde se pudesse viver
sem viver amargurado.
Desde a sua criação,
ao longo de muitos anos,
dos gregos aos lusitanos
de geração em geração.
Porque a sua fundação
a muitos deu o que entender.
Acabando sem se saber
a sua finalidade
para bem da Humanidade
o mundo devia ser.
Não devia haver vingança,
nem ódio, nem maldade,
mas sim a sinceridade
do homem, mulher ou criança.
Não haver desconfiança,
o povo não ser torturado.
Em vez de rude, ser educado
respondendo de uma só voz.
Mas seria para todos nós
um paraíso sagrado.
Paz, amor e ter pão
em vez de guerra e tortura.
Faria honrosa figura
que quebrasse a maldição.
Perdoar a quem não perdoa,
a quem é fraco no saber.
Não se devia de conhecer
o medo, porque é medonho
Um universo mais risonho
Um mundo onde se pudesse viver.
A terra mais cultivada
em vez de armas e munições.
Para tudo melhores condições
era o que eu queria, mais nada.
Que a vida fosse encarada
por todos sendo sagrada.
E que ninguém fosse o culpado
de todo o mal que acontecesse,
aonde toda a gente vivesse
sem viver amargurado.»
Manuel Augusto Francisco (Rusga), Grândola, Fevereiro de 2007