Alentejo
Alentejo, és pequenino
Mas no teu berço sonhei
Percorri montes e vales
Muita poesia encontrei
Alentejo, despertaste
Ao poeta deste vida
Já não somos massa em bruto
No Alentejo perdida
Da terra seca, gretada
Pelo sol que nos consome
Saem searas de trigo
Que ao português mata a fome
Há quem chame ao alentejano
Homem bruto e sem cultura
Mas nem todos têm mãos
Para trabalhar terra dura
Ouve lá, inteligente
Tu tens muito que aprender
Dá valor, não faças pouco
De quem é bruto sem querer
Chamas bruto a quem trabalha
Inculto a quem não estudou
Mas vais comendo o produto
Que este bruto semeou
Se um dia o bruto se nega
Aos teus filhos dar o pão
Serás tu, inteligente
Que ao bruto lambes o chão
Se esse dia então chegar
Com tristeza logo vês
Que o homem não nasceu bruto
Foi a vida quem o fez
Informante: Rosa Dias
2012/Campo Maior