Cantar o Alentejo
Se em vez deste meu jeito de rimar
Dom que o meu Deus me deu ao nascer
Eu tivesse uma garganta para cantar
Eu cantaria o Alentejo até morrer
Mas ainda assim não vou calar
A voz-poeta que nasceu em mim
E de tudo o que é Alentejo irei falar
Até este dom findar dentro de mim
Do meu povo falarei sem me cansar
Dos costumes, dos dizeres que aprendi
Dos invernos, dos serões ao luar
De tudo o que ficou longe e eu não esqueci
Ao mais novo contarei para que não esqueça
Ao velhote contarei para recordar
Nem pequeno nem grande há que me impeça
De poder minhas raízes relembrar
E assim, Alentejo, tu viverás
Para além do além e de outro além
Serás em Portugal símbolo da paz
Porque esta mulher te cantou como ninguém
Informante: Rosa Dias
2012/Campo Maior