Venho das bandas do rio
«Venho das bandas do rio,
de regar o laranjal.
Trago-te aqui uma folhinha
ao laço do avental.
Trago-te aqui uma folhinha
ao laço do avental.
No laço do avental,
ó prima, eu vou prà guerra.
No laço do avental,
ó prima, eu vou prà guerra.
Se eu for e não voltar
fecha-me aquela janela.
Se eu for e não voltar
fecha-me aquela janela.
Ai, agora é que eu vou ao centro,
é que eu vou ao centro,
é que eu vou ao meio.
Nos braços do meu amor
é que eu ando sem receio.
Ai, agora é que eu vou ao centro,
é que eu vou ao centro,
é que eu vou ao meio.
Nos braços do meu amor
é que eu ando sem receio.
Fecha-me aquela janela,
fecha-me aquele postigo .
Fecha-me aquela janela,
fecha-me aquele postigo .
Ó prima, eu vou prá guerra
quero-te levar comigo.
Ó prima, eu vou prá guerra
quero-te levar comigo.
Quero-te levar comigo
para a minha companhia.
Quero-te levar comigo
para a minha companhia.
Ó prima, que não me esquece
nem de noite nem de dia.
Ó prima, que não me esquece
nem de noite nem de dia.
Ai, agora é que eu vou ao centro,
é que eu vou ao centro,
é que eu vou ao meio.
Nos braços do meu amor
é que eu ando sem receio.
Ai, agora é que eu vou ao centro,
é que eu vou ao centro,
é que eu vou ao meio.
Nos braços do meu amor
é que eu ando sem receio.
Nem de noite, nem de dia,
nem de dia e a toda a hora;
nem de noite, nem de dia
nem de dia e a toda a hora.
Ó prima, eu vou prá guerra
se tens pena(?) chora, chora.
Ó prima, eu vou prá guerra
se tens pena(?) chora, chora.»
Maria da Conceição, Maria José, Isabel Maria, Mariana Leitão, Maria Luísa, Maria Clara
Idanha-a-Nova, Setembro de 2010