Andava um garotinho de 10 anos
"Andava um garotinho com dez anos, a cavar numa vinha dos seus pais,
mas como no mundo há certos humanos, ainda são pior que os animais.
Andava o garotinho todo o dia, agarrado à enxada amargurada,
mas como o seu trabalho não lhe rendia, à noite pelo pai era espancado.
E o garoto já farto de sofrer, a mando de sofrer martírios tais,
um dia o que ele pensou em fazer, abandonar a casa dos seus pais.
A uma terra istante[1] o garotinho, a uma porta rica foi bater,
batia com ternura e com carinho, pedia para dormir e para comer.
E o dono da casa lhe perguntou: Então porque andas tu abandonado?
O garoto a chorar lhe explicou: Senhor, meu pai para mim é um malvado.
Então ó bom garoto escuta lá, tu dizes que teu pai que é um traidor,
se lá não queres voltar tu ficas cá, de ti farei um homem de valor.
E o garoto aceitou, mas sem saber que o homem era um honrado professor,
ensinou-o a ler e a escrever, estudou até chegar a ser doutor.
Então ele já curava muita gente, estava um médico industrial e forte.
Um dia que ele ouvira dizer que o seu pai, que estava em perigo de morte.
À pressa lá o foi salvar da morte, no fim de o ter salvo deu um ai,
Já está salvo o meu pai. Ele diz com brio.
Em paga de você ser um mau pai, eu quero lhe pagar, ser um bom filho.
Desculpa, filho meu, o mal que te eu fiz, a vida que te eu dei amargurada,
mas quanto é que te eu devo, ó filho diz.
Cumpri com o meu dever, pai não é nada.”
[1] Distante