Vimioso
"Os sete infantes de Lara":
«Epopeia sangrenta, familiar (…) A história gira em torno de uma desavença familiar. Casava-se Dona Lambra de Bureba com Don Rodrigo de Lara, irmão da mãe dos infantes, Dona Sancha. Frente a frente encontram-se os familiares da noiva e os de Lara. Perante a vontade de vingança de Dona Lambra, o seu tio, D. Rodrigo, urdiu um plano de vingança enviando Gonçalo Gustios, pai dos infantes, com uma carta a Almançor, dizendo-lhe que matasse aquele que levava a carta. Mas Almançor tem pena de Gonçalo e não omata, prende-o. A outra parte do plano consistiu em enviar os infantes para a batalha contra os mouros, abandonado-os no campo de batalha, e assim aconteceu.
O momento mais impressionante do romance é quando Almançor mostra as cabeças dos sete infantes ao seu próprio pai. O seu choro, diante das cabeças dos filhos, constitui uma das páginas mais pungentes de toda a epopeia. Em Portugal, conhece-se pelo menos uma edição, de 1747, traduzida por Reynerio Bocache e impressa na “ofiicina de Domingos Rodrigues”, com o seguinte título: História nova, curiosa, e verdadeira da morte e façanhas dos Sete Infantes de Lara, com a vida do nobre cavalleiro, o Conde D. Fernando Gonsalves, extrahida fielmente das chronicas de Espanha.»
http://tpmirandesp.no.sapo.pt/SeteInfantes_PagInicial.htm
Registo - Alcino Teles, 1952. Vimioso
Registo 2010.